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INDÚSTRIA DO AÇO SE REÚNE NO RIO
1º Encontro Nacional da Siderurgia debate temas como expansão nacional e internacional, sustentabilidade e política industrial brasileira

A indústria do aço no Brasil vive hoje um ciclo de crescimento sustentado. Projeções do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) indicam que o País pode passar da nona para a sétima posição no ranking mundial de produtores de aço em 2015. Até lá, o consumo brasileiro de produtos siderúrgicos deve passar dos 22 milhões de toneladas para 40 milhões de toneladas, crescimento de 7,7% ao ano, praticamente o dobro da média prevista para a demanda mundial. A expansão da siderurgia no cenário global e brasileiro será um dos destaques do 1º ENCONTRO NACIONAL DA SIDERURGIA, nesta segunda e terça-feira, dias 2 e 3, no Hotel Sofitel, Rio de Janeiro.

As perspectivas e tendências da indústria do aço no Brasil serão debatidas em apresentações e painéis temáticos sobre mercados consumidores, sustentabilidade ambiental e política industrial brasileira. O evento reunirá lideranças da cadeia minero-siderúrgica do país, especialistas nacionais e internacionais e dirigentes governamentais. Cerca de 600 executivos das principais empresas brasileiras produtoras de aço e fornecedores do setor, entre elas, BHP Billiton, Castrol do Brasil, Eramet, Holcim, Nippon Steel, Nucor, Tenaris, Vesuvios e White Martins, participarão do evento. Mais de 70 jornalistas da mídia especializada nacional e internacional já estão credenciados.

Programa

O 1º Encontro Nacional da Siderurgia será aberto oficialmente por Rinaldo Campos Soares, presidente do IBS, entidade que organiza o evento. Júlio Bueno, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, fará uma apresentação sobre o Pólo Siderúrgico do Rio de Janeiro, representando o governador Sergio Cabral.

Na terça-feira, os debates sobre a expansão da siderurgia brasileira e seus impactos nacional e internacional reunirão alguns dos principais porta-vozes do setor, como Roger Agnelli (Vale), Wilson Brummer (Usiminas / Cosipa), André Johannpeter (Grupo Gerdau), Isaac Popoutchi (CSN), José Armando Campos (ArcelorMittal), Paulo Musetti (Votorantim Metais) e Aristides Corbellini (ThyssenKrupp Steel - CSA Siderúrgica do Atlântico).

O novo cenário da siderurgia mundial e as perspectivas para o Brasil será apresentado por Paolo Rocca, presidente do grupo ítalo-argentino Techint e vice-presidente do Instituto Internacional do Ferro e Aço (IISI, na sigla em inglês). A Política Industrial Brasileira será o tema de almoço-palestra do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Os desafios da sustentabilidade para a siderurgia ganharão um painel específico, coordenado pelo deputado federal Fernando Gabeira. As mudanças climáticas e eficiência energética serão o tema abordado por James Volanski, gerente geral de Meio Ambiente da US Steel (EUA) e presidente do Comitê de Meio Ambiente do IISI. Flávio Roberto Azevedo, presidente da V & M do Brasil, fará uma apresentação sobre os bioredutores na siderurgia.

Para encerrar a programação, o ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, coordenará painel sobre as demandas dos principais setores consumidores de aço no Brasil, com participação de dirigentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Outro destaque da programação será a solenidade de posse do novo presidente do IBS, Flávio Roberto Azevedo (V & M do Brasil). O ENS será realizado em anos pares, alternando-se com o Congresso Brasileiro de Siderurgia, também promovido pelo IBS e que completou sua 20ª edição em 2007.

PERFIL DA SIDERURGIA BRASILEIRA

Os recordes históricos de vendas internas registrados no primeiro trimestre de 2008, puxados por grandes setores consumidores de aço, como automotivo, de construção civil e de bens de capital, levaram o IBS a rever para cima as projeções da siderurgia para este ano.

As estimativas levam em conta as novas projeções do PIB e investimentos na economia, a ser sustentados por programas de grande impacto para os setores consumidores de aço, como o PAC e a Política de Desenvolvimento Produtivo, além das projeções otimistas de investimentos privados dos grandes setores industriais.

O IBS elevou a estimativa de crescimento nas vendas internas de aço para este ano de 10,7% para 13,1%. Em volume, o Brasil deverá comercializar 23.248 milhões de toneladas, contra a previsão de 22.748 milhões de toneladas feita no início do ano. A produção permanece estável em relação à projeção feita inicialmente: 37.637 milhões de toneladas, uma alta de 11,4% em relação a 2007.

A capacidade de produção brasileira deverá passar dos atuais 41 milhões de toneladas para 80,6 milhões de toneladas de aço em 2015/2016, se forem somados os R$ 45,7 milhões em investimentos em projetos de expansão já realizados pelas usinas em operação e os que estão previstos ou em estudos.

Os projetos de expansão das atuais usinas e dos novos entrantes permitirão à siderurgia brasileira continuar atendendo plenamente a demanda do mercado interno e manter forte posição exportadora, permanecendo entre os grandes setores geradores de saldo comercial do país.

Mesmo com a evolução da demanda prevista para o período (2008-2015), de 7,7% ao ano, em 2015 o País ainda terá um excedente de cerca de 17 milhões de toneladas para exportação. Atualmente, a capacidade instalada da siderurgia brasileira é 60% superior à demanda do mercado interno.

Dados consolidados de 2007

O consumo per capita de aço no país cresceu acima da média em 2007, chegando a 129,3 quilos por habitante. Os últimos dados mundiais, de 2006, no entanto, mostram que o Brasil ainda consome menos aço que vizinhos como Chile e Argentina. Os setores de construção civil, automotivo e de bens de capital são as principais locomotivas do crescimento histórico registrado pela siderurgia brasileira.

Em 2007, o consumo aparente de aço no setor automotivo manteve-se praticamente estável em relação a 2006, com ligeira queda de 27,9% para 26,8%. Mesmo assim, se manteve na segunda colocação entre os setores mais demandantes de aço no país, só perdendo para a construção civil.

Alavancado pelo aumento no poder de consumo da população, o crescimento da indústria de bens de capital, incluindo máquinas e equipamentos agrícolas, foi um dos principais responsáveis pelas vendas internas de aço em 2007 no Brasil. O setor teve participação de 20,8% no consumo aparente, contra 19,2% em 2006.

O crescimento do setor de construção civil, puxado principalmente pelo aquecimento do mercado imobiliário a partir do aumento da oferta de crédito para empreendimentos voltados às classes C e D, tem provocado uma maior demanda de aço.

O setor se manteve como principal responsável pela alta nas vendas finais de aço bruto em 2007, com participação de 30% contra 29,8% em 2006. Somente no consumo de aços longos, a construção civil teve uma participação de 52,7% nas vendas finais de aços longos, seguido dos setores automotivo (19,5%), de bens de capital (13,2%) e de utilidades domésticas e comerciais (5%).

Serviço

1º Encontro Nacional da Siderurgia
Dias 2 e 3 de junho de 2007
Hotel Sofitel - Rio de Janeiro/RJ
www.ibs.org.br/encontro

Assessoria de Imprensa: Factual Comunicação

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