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SIDERURGIA GARANTE INVESTIMENTOS EM EXPANSÃO PARA ATENDER MERCADOS
Novo presidente do IBS destaca projetos para manter investe fortemente durante o 1º Encontro Nacional da Siderurgia
A siderurgia brasileira está preparada para consolidar os investimentos previstos para os próximos anos, que garantirão plenamente o abastecimento do mercado interno e permitirão ao setor manter a sua forte posição exportadora. A garantia foi dada pelo novo presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Flávio Roberto Azevedo, em entrevista coletiva para jornalistas que participam da cobertura do 1º Encontro Nacional da Siderurgia, no Hotel Sofitel, Rio de Janeiro. "Somos competitivos, capazes e eficientes para atender ao consumo interno e para manter a nossa vocação exportadora", assegurou.
Azevedo disse que o setor tem investimentos em expansão planejados ou já em execução da ordem de US$ 33 bilhões, que vão aumentar de 41 milhões para 63 milhões de toneladas a capacidade de produção do país até 2013. Segundo ele, este volume é suficiente para atender ao crescimento do mercado interno - que deverá chegar a 40 milhões de toneladas em 2015, contra os atuais 20 milhões - e para garantir as exportações, que hoje representam, em média, 35% do total da produção.
O novo presidente do IBS também destacou que não há lentidão nos projetos em andamento. "A siderurgia é um setor intensivo em capital e só pode se expandir se for alavancada pelo consumo interno. E o consumo doméstico começou a crescer somente a partir de 2002, após 20 anos de estagnação, refletida pelo baixo crescimento do país", destacou. Azevedo lembrou que somente em 2007 o consumo per capita de aço passou de 100 para 129 kg/habitante/ano, enquanto em países desenvolvidos a média é de 400 kg/habitante/ano.
Política Industrial - Em almoço-palestra com empresários e executivos durante o evento, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, apresentou uma panorâmica sobre a nova Política de Desenvolvimento Industrial. Em entrevista à imprensa, declarou que siderurgia trabalha em alta escala e que, por isso, desenvolve seus planos de investimento em longo prazo, a partir de saltos de escala. "Estamos confiantes que os projetos de expansão previstos pelo setor irão se concretizar e esperamos investimentos mais robustos para ampliação da produção, com atendimento ao mercado interno, sem sacrificar as exportações de produtos, com maior valor agregado", disse.
Para o novo presidente do IBS, uma demonstração de que o setor está investindo na melhoria da qualidade e competitividade é a sua inclusão, pela nova Política Industrial, entre os setores que deverão aumentar sua consolidação e expandir a liderança, ao lado de indústrias como mineração e petróleo e gás. O IBS também avalia como muito positiva que setores intensivos em aço - como indústria automotiva, construção civil e máquinas e equipamentos - estejam listados para receber investimentos do BNDES na nova política industrial.
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