Diretor Presidente da CSN
Benjamin Steinbruch, 56 anos, nascido no Rio de Janeiro, graduou-se em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo em 1976. Em 1980, concluiu o curso de pós-graduação em Marketing e Finanças na mesma instituição. Iniciou a carreira profissional em 1983 na empresa de sua família, a Vicunha Nordeste, que possui 12 fábricas, em que foi diretor. Presidiu o Banco Fibra, também do Grupo Vicunha, com sede em São Paulo, e que opera nos mercados local e internacional, Gestão de Recursos e Mercado de Capitais.
O papel de Benjamin Steinbruch na reorganização da indústria nacional - a partir do programa de privatização - começou em 1993, quando o Grupo Vicunha integrou o consórcio que adquiriu o controle acionário da Companhia Siderúrgica Nacional, privatizada em 2 de abril daquele ano. Vice-presidente do primeiro Conselho de Administração da empresa, Benjamin foi alçado à presidência em 1995. A partir daí, lançou as bases para seu projeto maior: reestruturar a CSN, preparando-a para participar mais intensamente da revolução que estava por vir no panorama industrial brasileiro.
O passo seguinte foi partir para a aquisição do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce, uma das maiores empresas brasileiras, com projeção internacional e ramificações por todo o mundo. Benjamin coordenou a formação do Consórcio Brasil, que conquistou a vitória no leilão de privatização da Vale. O objetivo, manter a CVRD brasileira e inteira, transformando-a depois na grande multinacional brasileira, em perfeitas condições de competir, em pé de igualdade, com qualquer empresa estrangeira do mesmo porte.
Benjamin Steinbruch foi presidente dos Conselhos de Administração da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Vale do Rio Doce. Depois do descruzamento societário, permaneceu como presidente do Conselho de Administração da CSN e, a partir de 2002, assumiu também a presidência executiva da empresa.