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2º Encontro Nacional da Siderurgia é aberto em São Paulo

Uma cerimônia, nesta segunda-feira (24/08) à noite, no Hotel Transamérica, marcou a abertura oficial do 2º Encontro Nacional da Siderurgia.


Uma cerimônia, nesta segunda-feira (24/08) à noite, no Hotel Transamérica, marcou a abertura oficial do 2º Encontro Nacional da Siderurgia, que acontece até terça-feira, 25/08, em São Paulo, com o objetivo de debater os impactos da crise econômica mundial no Brasil, os rumos da siderurgia e as alternativas empresariais, além dos desafios para o desenvolvimento da indústria do aço. Na cerimônia de abertura, estiveram reunidas autoridades como o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, empresários e conselheiros da entidade. O evento foi aberto pelo Presidente do Instituto, Flávio de Azevedo, que destacou a importância do encontro para o setor e voltou a falar sobre a mudança de nome e de marca do IBS, agora Instituto Aço Brasil. O Secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Geraldo Alckmin, representando o Governador do Estado, José Serra e o Deputado Federal Leonardo Quintão, representando o Presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, foram outras presenças na abertura do encontro.

O presidente do Instituto, Flávio de Azevedo, falou sobre a importância do evento no cenário atual, após a crise que abateu a economia mundial em 2008. Ele lembrou que o setor foi um dos mais afetados, interrompendo um ciclo de resultados positivos de quase sete anos. Esse cenário otimista levou as empresas do segmento a fazerem ambiciosos projetos de investimentos. “Entretanto, repentinamente, a produção industrial declina e as empresas siderúrgicas viram-se forçadas a antecipar manutenções, desligar altos fornos, promover férias coletivas e outras ações drásticas que minimizassem os impactos da necessária e rápida adaptação”, disse ele durante o discurso de abertura.

Como as empresas devem se posicionar diante do novo cenário que se apresenta e as perspectivas mais otimistas de crescimento para 2010 e 2011 são assuntos que estarão na pauta do Encontro – ressaltou o presidente. Rezende aproveitou para anunciar a mudança do nome do IBS para Instituto Aço Brasil, feita após uma longa pesquisa na qual se descobriu que o brasileiro não associava o termo siderurgia ao aço – dando pouca importância a presença do metal na vida das pessoas.

Edson Lobão, ministro das Minas e Energia, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abriu seu discurso dizendo que Lula tem grande apreço pelo segmento. E que sabe que o histórico de crises pelas quais o setor já passou dá a experiência necessária para fazer deste momento uma possibilidade de renovar suas forças. Lobão lembrou da importância do Instituto no cenário econômico nacional desde sua criação, em 1963. O ministro falou ainda do baixo consumo brasileiro de aço – similar ao dos Estados Unidos de cem anos atrás – e das enormes possibilidades de se crescer em âmbito nacional. A demanda internacional, puxada pela China, representa grandes oportunidades de exportação. “Podemos colocar o Brasil entre os cinco maiores produtores mundiais de aço”, disse Lobão. Hoje, o Brasil ocupa o nono lugar.

Ele citou, ainda, uma pesquisa feita pelo Ministério de Minas e Energia que mostra ser possível aumentar o consumo nacional em três vezes nos próximos 20 anos. As obras do PAC e de infra-estrutura no geral devem impulsionar esse crescimento.

Para ver a programação do 2º Encontro Nacional da Siderurgia acesse o site www.acobrasil.org.br. 

Instituto Aço Brasil

O Instituto Aço Brasil (antigo IBS - Instituto Brasileiro de Siderurgia) tem como objetivo congregar e representar as empresas siderúrgicas brasileiras, defender seus interesses e promover seu desenvolvimento. No cumprimento dessas atribuições, o Instituto realiza estudos e pesquisas relacionados à produção, equipamentos e tecnologia, matérias-primas e energia, tendências de mercado, novas aplicações do aço e relações industriais; coleta dados, prepara e divulga estatísticas; colabora na normalização de produtos; desenvolve programas e políticas definidos pelo setor; atua como representante setorial junto a órgãos e entidades públicas e privadas no país e no exterior; realiza atividades de relações públicas e mantém contato com entidades afins no exterior.