Comunicado oficial do Instituto Aço Brasil sobre o tema mudanças climáticas.
Durante o 2º Encontro Nacional da Siderurgia, encerrado nesta terça-feira (25/08), o Instituto Aço Brasil posicionou-se em relação ao tema mudança climática.
Segue abaixo o comunicado oficial do IABr:
O INSTITUTO AÇO BRASIL e suas associadas reconhecem a necessidade e a urgência da adoção de medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa que estão acarretando mudanças no clima.
Consideram que as medidas a serem adotadas devem observar o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, de modo a não impedir o crescimento econômico e a melhoria das condições sociais dos países em desenvolvimento, desde que de forma ambientalmente sustentável;
Propõem que os compromissos que venham a ser assumidos durante a COP 15, em Copenhague, levem em conta os índices, per capita, de desenvolvimento humano, de produção e de consumo de cada país;
Nesse sentido, defendem que quaisquer compromissos para redução das emissões relacionadas à siderurgia sejam necessariamente diferenciados entre países que têm consumo superior a 300 kg aço/per capita/ano e aqueles que ainda não alcançaram tal patamar, considerando a estreita correlação do consumo de aço com o PIB e os índices de desenvolvimento das nações;
Consideram ainda que, cabe aos governos, com base nas diretrizes acordadas na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, estabelecer as prioridades de ação dos respectivos países para reduzir os impactos sobre o clima, considerando suas especificidades e a melhor relação benefício x custo;
Não obstante as emissões de gases de efeito estufa por parte da indústria serem de menor significância, quando comparadas ao total de emissões do país, entende a siderurgia que é dever de todos contribuir no esforço para o bem comum e a sobrevivência do planeta;
Com base no exposto, a siderurgia manifesta apoio à:
- Adoção de medidas, em caráter voluntário, de redução/mitigação das emissões de gases de efeito estufa, não cabendo o estabelecimento de metas para os países não Anexo I e, tampouco, metas setoriais;
- Criação de mecanismos de incentivo e de financiamento para o desenvolvimento e transferência de tecnologias que possibilitem a redução das emissões de gases de efeito estufa, o uso em larga escala da biomassa e o aumento da eficiência energética;
- Manutenção do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, ressaltando a necessidade de revisão de critérios;
- Realização de estudos para avaliação das oportunidades e riscos à competitividade dos produtos brasileiros, devido á regulamentação no Brasil e em outros países sobre a mudança do clima.
- Implementação de programas de eficiência energética, reciclagem de materiais e melhoria das práticas operacionais, em conjunto com a CNI, Federações de Indústria e outras entidades setoriais.