Quando as terras brasileiras foram descobertas,
as práticas mercantilistas imperavam na Europa.
Os portugueses chegaram ao Brasil com a esperança
da extração de metais como ouro, prata e
bronze. No entanto, nenhum tipo de metal, nem mesmo ferro,
foi encontrado em um primeiro momento. Os poucos ferreiros
que vieram para o Brasil utilizavam o ferro originário
da Europa para produzir os instrumentos usados na lavoura.
Em 1554, o padre jesuíta José
de Anchieta relatou, em um informe ao rei de Portugal,
a existência de depósitos de prata e minério
de ferro no interior da capitania de São Vicente
(atual estado de São Paulo).
Quem primeiro trabalhou na redução
desse minério de ferro foi Afonso Sardinha. Em
1587, ele descobriu magnetita na atual região de
Sorocaba, no interior de São Paulo, e iniciou a
produção de ferro a partir da redução
do minério. É a primeira fábrica
de ferro que se tem notícia no Brasil.
As forjas construídas por Sardinha
operaram até a sua morte, em 1629. Após
essa data, a siderurgia brasileira entrou em um período
de estagnação que durou até o século
seguinte.