Foi a descoberta de ouro no atual Estado
de Minas Gerais que desencadeou um novo estímulo
à siderurgia. Fundições foram abertas
para a construção de implementos de ferro
utilizados no trabalho das minas.
Contudo, as mesmas práticas mercantilistas
que impulsionaram a descoberta de metais em nossas terras
fizeram com que a construção de uma indústria
siderúrgica brasileira fosse reprimida. A colônia
deveria ser explorada ao máximo e comercializar
apenas ouro e produtos agrícolas. Portugal chegou
a proibir a construção de novas fundições
e ordenou a destruição das existentes.
A situação mudou com a
ascensão de Dom João VI ao trono de Portugal.
Em 1795, foi autorizada a construção de
novas fundições. Em 1808, a família
real portuguesa desembarcou fugitiva no Rio de Janeiro,
temendo o avanço das tropas napolêonicas
às terras lusitanas. Diversas indústrias
siderúrgicas foram construídas a partir
desse período.
Em 1815, ficou pronta a usina do Morro
do Pilar, em Minas Gerais. Em 1815, a fábrica de
Ipanema, nos arredores de Sorocaba, começa a produzir
ferro forjado. Outras indústrias foram abertas
em Congonhas do Campo, Caeté e São Miguel
de Piracicaba, todas em Minas Gerais.
Após esse início de século
XIX promissor, houve um declínio na produção
de ferro. A competição com os produtos importados
da Inglaterra era desigual e travava o desenvolvimento
da siderurgia brasileira. Além disso, havia escassez
de mão-de-obra, já que os trabalhadores,
em sua maioria, eram sugados pela lavoura do açúcar
e, mais tarde, do café.
Mesmo assim, um marco importante para
o posterior progresso da siderurgia brasileira data desse
período: a fundação, em 1876, da
Escola de Minas de Ouro Preto, que formaria engenheiros
de minas, metalúrgistas e geólogos.