As primeiras décadas do século
XX foram de avanços para a siderurgia brasileira,
impulsionados pelo surto industrial verificado entre 1917
e 1930. O mais importante foi a criação
na cidade de Sabará (MG), da Companhia Siderúrgica
Mineira. Em 1921, a CSBM-Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira
foi criada como resultado da associação
da Companhia Siderúrgica Mineira com o consórcio
industrial belgo-luxemburguês ARBEd-Aciéres
Réunies de Bubach-Eich-dudelange que, em 1922,
associou-se a capitais belgas e se transformou na Companhia
Siderúrgica Belgo-Mineira.
Os governos brasileiros dos primeiros
30 anos do século XX mais preocupados com o café,
davam pouca atenção ao crescimento da indústria
nacional. A siderurgia era exceção: decretos
governamentais concederam às empresas de ferro
e aço diversos benefícios fiscais. Na ocasião,
a produção brasileira era de apenas 36 mil
toneladas anuais de gusa.
A década de 30 registrou um grande
aumento na produção siderúrgica nacional,
principalmente incentivada pelo crescimento da Belgo-Mineira
que, em 1937, inaugurava a usina de Monlevade, com capacidade
inicial de 50 mil toneladas anuais de lingotes de aço.
Ainda em 1937, são constituídas a companhia
siderúrgica de Barra Mansa e a Companhia Metalúrgica
de Barbará. Apesar disso, o Brasil continuava muito
dependente de aços importados.