Nos primeiros anos da década
de 90, era visível o esgotamento do modelo com
forte presença do Estado na economia. Em 1991,
começou o processo de privatização
das siderúrgicas. Dois anos depois, em 1993, oito
empresas estatais, com capacidade para produzir 19,5 milhões
de toneladas (70% da produção nacional),
tinham sido privatizadas. Entre 1994 e 2004, as siderúrgicas
investiram US$ 13 bilhões, dando prioridade para
modernização e atualização
tecnológica das usinas. Em 1999, a produção
brasileira de aço era de 25 milhões de toneladas
no ano. No ano passado, foi de 31,6 milhões de
toneladas.
Hoje, o setor é formado pela
Acesita, Aços Villares, Belgo - Arcelor Brasil,
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), CST - Arcelor
Brasil, Grupo Gerdau, Siderúrgica Barra Mansa,
Usiminas / Cosipa, V&M do Brasil e Villares Metals.
São 25 usinas comandadas por 11 empresas. Entre
pessoal efetivo e terceirizado, elas empregaram, em 2005,
98.756 pessoas.
A previsão de investimentos no
setor de 2005 a 2010 é de US$ 12,5 bilhões,
com projeção de alcançar a capacidade
instalada de 49,7 milhões de toneladas no final
desses cinco anos. Esse novo ciclo de investimentos está
voltado para o aumento da capacidade de produção,
a fim de atender ao crescimento da demanda interna que
deve ser de mais de um milhão de toneladas por
ano no período de 2005 e 2010.
Grupos produtores do exterior estudam
a possibilidade de investir na construção
de novas usinas no Brasil, sobretudo no Norte e no Nordeste,
voltadas para a exportação de produtos semi-acabados.
Todo esse investimento é guiado
por processos de gestão que primam pela responsabilidade
social. Em 2004, 74% da produção de aço
brasileira foi obtida pela via integrada a partir do minério
de ferro e 26% pela via semi-integrada através
da reciclagem de 8 milhões de toneladas de sucata.
Intensiva no uso de carvão para gerar energia,
a siderurgia brasileira produziu 25% da energia elétrica
necessária para suas atividades em 2004.