Há cerca de 4.500 anos, o ferro
metálico usado pelo homem era encontrado in natura
em meteoritos recolhidos pelas tribos nômades nos
desertos da Ásia Menor. Também existem indícios
da ocorrência e do emprego desse material metálico
em regiões como, por exemplo, a Groenlândia.
Por sua beleza, maleabilidade e por ser de difícil
obtenção, era considerado um metal precioso
que se destinava, principalmente, ao adorno.
Muitos defendem a hipótese de
que o homem descobriu o ferro no Período Neolítico
(Idade da Pedra Polida), por volta de 6.000 a 4.000 anos
a.C. Ele teria surgido por acaso, quando pedras de minério
de ferro usadas para proteger uma fogueira, após
aquecidas, se transformaram em bolinhas brilhantes. O
fenômeno, hoje, é facilmente explicável:
o calor da fogueira havia derretido e quebrado as pedras.
O uso do ferro nesse período sempre
foi algo acidental e o exemplo acima ilustra bem a situação.
Embora raras, havia vezes em que o material também
era encontrado em seu estado nativo - caso de alguns meteoritos
(corpos rochosos compostos por muitos minérios,
inclusive ferro, que circulam no espaço e caem
naturalmente na Terra). Como chegava pelo espaço,
muitos povos consideravam o ferro como uma dádiva
dos deuses.
Aos poucos, o ferro passou a ser usado com mais freqüência,
a partir do momento em que descobriu-se como extraí-lo
de seu minério. A exploração regular
de jazidas começou em torno de 1.500 a.C., provavelmente
no Oriente Médio, de onde o metal teria sido importado
por assírios e fenícios. Do primeiro milênio
da era cristã em diante, o ferro difundiu-se por
toda bacia do Mediterrâneo.