Após anos de uso do forno de
lupa, surgiu a forja catalã (considerada o embrião
dos altos-fornos utilizados na atualidade). Ela apareceu
na Espanha, logo após a queda do Império
Romano, e foi utilizada durante toda a Idade Média.
Era uma lareira feita de pedra e foles manuais que inflavam
a forja de ar, o que aumentava a temperatura e a quantidade
de ferro produzido. Tempos depois, surgiram os foles mecânicos
acionados por servos ou por cavalos. No século
XII, as rodas d'água começaram a ser usadas.
Com temperaturas maiores na forja, foi possível
obter ferro em estado líquido, e não mais
em estado pastoso.
Com a possibilidade de obtenção
de ferro no estado líquido, nasceu a técnica
de fundição de armas de fogo, balas de canhão
e sinos de igreja. Mais tarde, o uso do ferro se estendeu
para residências senhoriais de grandes portões
e placas de lareira com desenho elaborado.
Em torno de 1444, o minério de
ferro passou a ser fundido em altos-fornos, processo que
é usado até hoje. As temperaturas atingidas
nesses fornos eram ainda maiores, o que permitia a maior
absorção de carbono do carvão vegetal.
Isso tornava o ferro e as ligas de aço mais duros
e resistentes. Na ocasião, a produção
diária do forno era de cerca de 1500 kg.
A Revolução Industrial
iniciada na Inglaterra, no final do século XVIII,
tornaria a produção de ferro ainda mais
importante para a humanidade. Nesse período, as
comunidades agrária e rural começavam a
perder força para as sociedades urbanas e mecanizadas.
A grande mudança só ocorreu,
porém, em 1856, quando se descobriu como produzir
aço. Isso porque o aço é mais resistente
que o ferro fundido e pode ser produzido em grandes quantidades,
servindo de matéria-prima para muitas indústrias.